segunda-feira, 11 de julho de 2011

Last Second

            Sinto que cada coisa que faço devo aproveitar até o último segundo. Parece que as coisas vão acabar, ou que não terei mais o privilégio de tê-las. 
            Me sinto triste, e, ao mesmo tempo, satisfeita.. triste por não saber que sintoma é esse, e satisfeita por sentí-lo. Agora posso intensificar muito mais o que sinto e distinguir cada sentimento como um único sentimento. Parei de tratar meu coração como um todo, não tenho mais opinião formada quanto a nada, isso tudo porque me provaram que ainda há esperança e que o orgulho de ressurgir dos escombros é bem mais gratificante do que manter-se acima deles.
            Independente do que seja isso, espero que me faça crescer muito mais, que me faça perceber o real sentido dos atos de cada um e que eles me comovam cada vez mais, pra que eu mantenha um coração bom. Quero que cada segundo de minha vida seja surpreendente, não com coisas ruins, mas com tudo que jamais planejei ou imaginei ver, quero poder contar os minutos até uma grande realização e me sentir mais aflita do que nunca quando a hora chegar. Eu espero desesperadamente e ao mesmo tempo tranquila o suficiente pra que surja um amor da noite pro dia, pra que ele brote num piscar de olhos, e, se alguém disser que isso tudo é sonho ou ilusão, eu lhes garanto, quero vivê-lo, não importa quanto tempo dure, só preciso que a eternidade seja suficientemente boa para que eu jamais esqueça que sonhei, e que, principalmente, vi meu sonho tornar-se concreto -mesmo abstrato.

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