segunda-feira, 4 de julho de 2011

Descrença social

            Nesta noite fria pretendo lhes dizer o quanto estou triste ao receber uma notícia da qual espero que leiam no Pioneiro de amanhã (04.07) sobre o concurso Glamour Girl Caxias do Sul 2011, no qual sou candidata e represento o Hospital Geral de Caxias do Sul. Eu quis acreditar que pelo menos uma vez na vida eu encontrasse algo que não tratasse só de dinheiro, mas sinto que as coisas não funcionam assim no mundo tão capitalista e individualista em que vivemos. Espero, de coração, que nenhum de vocês choquem-se como eu, que tive o desprazer de descrer na palavra dos seres humanos.
            A oportunidade que tenho de falar, em 16 anos de vida, é única, então eu definitivamente soltarei a boca no trombone enquanto é tempo. À todas as pessoas que lerem isso, espero que reflitam sobre seus conceitos, princípios e até modo de vida, quero que valorizem mais o que se tem de emocionante e não o que se ganha de físico ao final disso; quero que entendam o real sentido dos acontecimentos, e que os relatem em sua real versão também, pra que aprendam com isso. Exijo que todos tratem a autenticidade como preferência, que deixem rastros de quem são realmente e não do que querem ser, porque isso não fará história, mas sim cicatrizes tortuosas.
            Para praticar o bem não existe padrão de pessoa certa, qualquer um de nós é capaz de executá-lo e, se soubermos administrar, obteremos sucesso sempre, tanto para quem doa, quanto para quem recebe. Jamais me cobrirei com uma máscara maquiada e farei o que não gosto para me tornar famosa, faço trabalho voluntário porque amo e não porque busco sucesso ou reconhecimento -o que nunca seria demais, no meu ponto de vista, se as pessoas considerassem mais aqueles que realmente fazem para merecer.
            Resumindo minha complexada conclusão às demais candidatas e até mesmo à Liga Feminina de Combate ao Câncer, eu estou decepcionada com o quão humanas são diante do concurso e o quanto valorizam o seu próprio esforço -que não é muito quando se tem condições de subornar jurados-, peço-lhes que não façam de suas vidas uma matemática financeira que dizem não ter fins lucrativos. Eu só espero que alguém humilde o vença, para poder engolir todas estas palavras. 
            Um abraço!

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